Uma putaria com pai e filho

A primeira mensagem que recebi naquele dia foi de Vitor me desejando um bom dia e dizendo que estava sentindo a minha falta. Claro que automaticamente eu me senti a pior pessoa do mundo. Vamos recapitular: Eu conheci Vitor. Depois conheci Bruno. Pai dele. Bruno pediu para que eu conversasse com Vitor sobre achar que ele estava sentindo-se atraído pelo próprio pai. Vitor negou, embora houvesse evidências demais que provassem isso. Na mesma noite com tanto papo sobre sexo e com a ajuda da bebida (cerveja) Vitor e eu acabamos tendo uma noite,

maravilhosa, diga-se por passagem, de sexo. No domingo eu visitei Bruno, pai de Vitor, para devolver uns jogos que Vitor havia deixado aqui em casa e para dizer o resultado da conversa que tínhamos tido. Resultado: Papo de sexo resultou em uma tarde ainda mais maravilhosa de sexo.

E agora cá estava eu me sentindo a pior pessoa do mundo. Evitei ao máximo falar e me encontrar com Bruno, ou com Vitor, nos dias que se seguiram. Eu simplesmente não sabia o que fazer. Ambos me mandavam mensagem deixando bem a entender que queriam algo mais.
A verdade era que eu me sentia completamente dividido entre os dois. Tinha amado ficar com Vitor, mas tinha um empecilho. Vitor era menor. Tinha gostado ainda mais de ficar com Bruno. Mas Bruno era pai de Vitor e Vitor, antes de tudo, era meu amigo. Eu simplesmente não sabia o que fazer. Os dois continuavam me mandando mensagens perguntando quando iríamos nos ver novamente e eu tendo que ignorar porque simplesmente não sabia o que fazer.
Resolvi, então, apelar para os conselhos de meu melhor amigo. Bill.

Bill e eu nos conhecíamos desde o fundamental. Estudamos juntos até no ensino médio e estudávamos juntos também na faculdade. Só que ele fazia História e eu, Letras. Morávamos juntos a quase um ano. Não tínhamos segredos um com o outro. Eu me sentia completamente confiante em compartilhar tudo o que estava acontecendo com ele.
-Você ficou com o pai e o filho?
Sua expressão era de puro espanto.
-E agora simplesmente não consigo decidir com quem continuar?
-Você não consegue decidir com quem continuar? – Agora sua expressão era de completo estranhamento. Não entendo.

-É?
-Diego. Essa é a menor de suas preocupações.
-Que?
-Você ficou com o filho e com o pai. Se eles descobrirem isso. O que irão achar?
-Não tinha pensado nisso.
-A questão não é quem você irá escolher, mas sim, o que você irá fazer quando eles descobrirem que você estava simplesmente ficando com os dois.
-Que droga!
-Se você já tinha ficado com o Vitor, por que foi ficar com o pai dele?
-Aconteceu, cara.
-Como tudo em sua vida simplesmente acontece.
Não digo nada.
-Cara, Vitor é o seu amigo. Acima de tudo, então acho que você deveria ser verdadeiro com ele.
-Ele vai me odiar quando souber que transei com o pai dele.
-Eu não acredito nisso.
-Não?
-Você subestima o Vitor. Acha que por ele ser novo, ele não entenderá as coisas. Mas o pouco que eu passei com ele, eu percebi, Vitor é muito maduro. Agora, não sei como o Bruno reagirá quando souber que você ficou com o filho dele quando ele pediu que você apenas conversasse com ele sobre o que estava acontecendo.
-Merda!
-Boa sorte, amigo.

Bill tinha razão. Eu estava em uma enrascada e tanto. Eu tinha duas opções. Contar a verdade e esperar que eles me perdoassem, ou…escolher um dos dois e manter esse segredo.
Na verdade, eu não sabia que tanto drama era esse que eu estava fazendo. É claro que a resposta era simples. Vitor era menor. O que aconteceu entre a gente simplesmente não poderia acontecer mais. Essa era a verdade. Eu tinha que deixar isso claro com ele. Depois enterrar o acontecido entre Bruno e eu. E caso Bruno quisesse repetir a dose, bom, aproveitar. Não posso negar que a tarde com Bruno foi incomparavelmente deliciosa.
E também torcer para que Bruno nunca soubesse que fiquei com o filho inocente dele. Quer dizer, filho nada inocento.
Depois de alguns dias e muitas análises, resolvi finalmente responder a Vitor. Ele me mandou uma mensagem perguntando onde eu estava. Respondi:
“em casa e vc”
“também. Fazendo o que?”
“nada. Deitado”
Era sexta á noite eu não tinha ido à faculdade.
“eu também”
Ele me manda uma foto. Estava deitado na cama apenas de cueca. A bunda apontada para cima. Vitor era um pedaço de mal caminho. Novinho. Corpo em forma. Bunda grande e empinada. Só em olhar a foto meu pau latejava.
“legal”
Respondo. Depois mando:
“E seu pai. Está ai?”
“Sim. Fazendo a janta. Onde está Bill?”
Bill sempre passava os finais de semana na casa de praia dos pais da namorada dele.
“Na praia.” – Respondo.
“Ah, sim. É verdade. Então está sozinho?”
“Sim”
“Vem para cá jantar com a gente, cara”
Analiso por um momento. Que mal seria? Afinal, era só um jantar entre amigos. E eu poderia até aproveitar um momento que tivesse a sós com Vitor e dizer a ele que o que aconteceu ente a gente não poderia acontecer mais.
Pelo menos, essa era a minha intenção.
Aceitei o convite e fui. Sem muita cerimônia. Coloquei uma roupa casual. Pedi um táxi e fui. Vitor não morava muito longe da minha casa. Cheguei lá em poucos minutos.
Bruno me recebeu. Assim que abriu a porta, me deu um largo sorriso cúmplice.
-Que bom que veio. O jantar está quase pronto.
Entrei e não avistei de cara Vitor.
-E Vitor? – perguntei.
-No quarto, jogando. – Ele responde como se aquilo não fosse nenhuma novidade.
-Ahh.
-Vai lá falar com ele.
-Vou.
Vou até o quarto de Vitor e ele estava realmente lá jogando. Pior, ele estava na cama, apenas de cueca. A porta do quarto não estava fechada. Estranhei, mas depois lembrei que Bruno havia comentado que ele e Vitor não tinham vergonha um com outro. Principalmente no que condizia a pudor.
Assim que me viu entrar, Vitor larga o controle, levanta e me dar um abraço. O que me deixa completamente constrangido. Tinha medo do que Bruno poderia achar chegando e vendo o filho dele apenas de cueca me abraçando.
-Você sumiu, cara.
-Trabalho e faculdade me deixam bem ocupado.
-É. Entendo. Mas que bom que veio.
-Então, vai jantar assim. Apenas de cueca? – digo. A intenção era que ele vestisse alguma coisa. Ficar olhando-o daquele jeito, praticamente nu, só me deixava com tesão.
-Claro que não. Estou só terminando essa fase. Ah, obrigado por ter vindo deixar meus jogos.
-De nada.
-Se bem que a intenção era eu ter motivos para voltar lá, mas tudo bem.
Tento procurar as palavras certas para falar com ele. Se bem que não haveria hora mais inapropriada. Ele daquele jeito apenas de cueca só estava me deixando com vontade de jogá-lo na cama e comê-lo inteiro. Abro a boca para falar, mas sou interrompido por Bruno que invade o quarto.
-Você ainda está assim, rapaz. O jantar já está quase pronto.
-Eu já ia me vestir, pai.
-Se vestir? Você tem que ir tomar um banho e vestir uma roupa limpa. Vamos, me dê logo essa cueca que eu sei que você está com ela há dias.
Sem nenhum tipo de pudor, Vitor tira a cueca e entrega ao pai. Eu tento virar o rosto para mostrar que não estava olhando, mas pelo que percebi, nem Bruno e nem Vitor pareciam se importar com o fato de eu estar ali vendo Vitor completamente pelado. Era uma família estranha aqueles dois. Vitor passa por mim, pelado, e sai do quarto. Tento ao máximo, mas não consigo evitar em olhar para sua bunda redondinha. Quando olho para Bruno, vejo que ele me encarava.
-Desculpa – Peço.
-Tudo bem. Eu que me desculpo. Tenho tanto costume de mandar o Vitor tirar a roupa e ir ao banheiro que não me liguei que você estava aqui.
-Pensei que você tinha dito que não faria mais isso.
-Você tem razão, mas eu também preciso me acostumar, aliás, Vitor é meu filho. Para mim, ele sempre será um garoto.
-Eu entendo.
Bruno se aproxima muito de mim.
-E você, por que não apareceu mais? Não gostou do nosso último café?
-Sim, eu gostei, mas é que…estive ocupado.
Ter Bruno tão perto de mim mexia com minha libido, mas por outro lado, o medo de Vitor aparecer e nos ver assim tão próximos também me preenchia. Ele coloca a mão no meu pau por cima da minha calça. Sente meu pau duro.
-Está assim por estar me vendo ou porque viu o meu filho nu?
-Bruno, cara, Vitor pode entrar, não acho bom a gente…
Ele me puxa e me dar um beijo. É mais forte do que eu. Até queria afastá-lo, mas seu beijo era tão gostoso que só consigo respondê-lo com vontade. Quando nos afastamos, vemos Vitor nos encarando da porta do quarto.
-Filho, eu posso explicar – Bruno diz quase que em desespero.
Eu estava morrendo de vergonha sem saber onde enfiar a minha cabeça, mas olho para Vitor, vejo que ele estava de pau duro. O que torna tudo ainda mais constrangedor.
Aproximo-me dele e pego em seus ombros. Viro-o para tirá-lo do quarto.
-Vitor, é melhor você- dizia, mas Vitor se vira e lasca um beijo em mim. Eu fico completamente sem ação. Aquilo simplesmente não podia estar acontecendo. Bruno fica petrificado nos encarando. Quando para de me beijar. Vitor anda até o pai e o encara. Bruno nada diz. Eu também fico sem ação. O que ele pretendia fazer? Eu achei que iria lançar grosserias contra o pai, mas o que ele faz é completamente o oposto. Ele beija o próprio pai. Para a minha surpresa ainda maior, Bruno não hesita. Devolve o beijo. Os dois ficam se beijando. Vitor completamente pelado. Bruno pressionava o corpo do filho contra o seu. Quando para de beijá-lo, ele me encara. Eu estava parado no mesmo canto. Os dois olham para mim. Esperando uma atitude minha e eu não sabia se saia correndo dali, ou…Bom, eu me aproximei deles. Envolvi os dois entre meus braços e beijei Vitor. Depois passei da boca de Vitor para a boca de Bruno, depois de volta para Vitor, depois pai e filho se beijaram novamente. Livro-me de minha camisa e de minha calça. Vitor vem para mim novamente e me beija. Enquanto isso, Bruno rapidamente se livra de toda a sua roupa ficando completamente nu. Ele se ajoelha e abaixa minha cueca. Estávamos os três pelados. Paus completamente duros. O pau de Bruno era praticamente do tamanho do meu e também grosso do mesmo jeito. O de Vitor era o menor e não tão grosso. Levo minhas mãos às bundas dos dois. Uma na de Vitor, outra na de Bruno. O que pai e filho tinham em comum eram as bundas extremamente grandes. A diferença era que a bunda de Vitor era lisinha e a de Bruno era peluda. Continuamos reversando a boca um do outro. Bruno pega na cabeça de Vitor e diz.
-Chupa o pau dele. – Vitor confirma com a cabeça e se ajoelha. Pega meu pau e começa a chupar. Vou à loucura. Bruno me beija. Eu sentia sua língua deliciosa dentro de minha boca enquanto Vitor chupava divinamente o meu pau. Ele para de me chupar. Sinto Bruno soltar um gemido dentro da minha boca. Quando olho para baixo, Vitor estava chupando o pau dele. O garoto estava de dedicando entre meu pau e o pau do pai. Ficamos minutos ali observando-o chupar nossas rolas com dedicação. Bruno sussurra no meu ouvido.
-Come o cuzinho dele.
Encaro-o. Eu nem acreditava que ele estava me pedindo aquilo. Bruno não espera eu responder. Apenas puxa o filho para cima e, olhando em seus olhos, pede.
-Deixa Diego comer o seu cuzinho, meu filho?
Vitor me encara. Eu nada digo. Estava em estado de choque.
Vitor faz que sim com a cabeça. Bruno o vira de costas. Começa a apalpar sua bunda e me mostrar.
-Olha como meu filho tem uma bunda deliciosa. – ele cospe na mão e leva até o cu de Vitor. – Abre o cuzinho para o papai, vai, filho.
Vitor empina mais a bunda, deixando seu cuzinho mais exposto e Bruno começa a lubrifica-lo com sua saliva. Eu estava com meu tesão a mil com toda aquela situação.
Bruno me encara e diz.
-Vem, fode a bundinha dele.
Aproximo-me e encaixo meu pau na entrada do cuzinho de Vitor. Empurro. Vitor reclama da dor. Bruno me incentiva para ir mais. Eu vou. Enfio uma parte. Vitor pede para eu tirar, mas Bruno me impede. Ele vai para frente do filho e diz olhando em seus olhos.
-Vamos, filho, você aguenta. Deixa o papai ver você levando nessa bundinha, deixa.
Vitor confirma e eu continuo. Enfio mais. Vitor aguenta. Quando mais eu enfiava, mais fundo meu pau ia e Vitor fazia careta de dor, mas não pedia para parar.
-Isso, meu garoto. Aguenta tudo. – Dizia Bruno.
Quando finalmente meu pau estava todo dentro do cu Vitor, Bruno abaixa a cabeça dele, pedindo.
-Ponto, agora chupa o pau do papai, vem.
Vitor começa a chupar o pau de Bruno enquanto eu metia no seu cuzinho. Bruno me encarava com um sorriso sacana no rosto. Eu continuo me dedicando no cuzinho de Vitor que era uma delícia sem tamanho.
-Isso, fode o cuzinho dele, fode. Come meu moleque bem gostoso.
E eu meto cada vez mais. Vitor gemia alto com o pau do pai dentro da sua boca. Bruno trás Vitor para cima novamente e lhe dá um beijo. Meu pau estava cada vez mais entrando no cuzinho dele com mais facilidade. Quanto mais eu metia, mais Vitor pressionava a bunda contra mim e gemia gostoso.
Tiro meu pau de dentro e viro Vitor para mim, depois o beijo. Bruno não perde tempo. Começa a enfiar no cu do filho também.
-Isso, meu moleque, nossa, que cuzinho delicioso. Dá para o papai, dar.
Vitor gemia muito enquanto Bruno metia nele. Beijo Bruno deliciosamente enquanto ele metia no filho.
-Caralho, que gostoso. – diz Bruno metendo com vontade no cuzinho do filho. Pego no pau de Vitor e começo a masturba-lo. Vitor solta um grunhido. Solto, sinto que se continuasse, ele podia gozar. Vou para detrás de Bruno. Olho para sua bunda peluda e grande naquele vai e vem enquanto ele metia no filho. Encaixo meu pau.
-Isso, vai, come meu cu. – Diz Bruno e eu meto. Entra com pouca facilidade, mas logo estávamos nós em um trenzinho gostoso. Bruno metendo no filho e eu metendo nele. Era incrível como o Cu de Bruno era delicioso e me fazia querer gozar logo. Mas continuo metendo. Isso por alguns longos minutos, até que Bruno tira de dentro do filho e vira-se para mim fazendo eu tirar meu pau de dentro de dele. Então, ele pede ao filho.
-Vamos, filhão, come o cu do seu papai.
Vitor obedece e começa a enfiar na bunda de Bruno. Não encontra dificuldade. Bruno tira uma bunda enorme e tinha acabado de levar minha rola inteira. Vitor tinha um pau pequeno. Rapidinho Vitor conseguiu meter nele e começar a bombar com vontade. Bruno abaixa e começa a chupar o meu pau. Vitor sorrir para mim. Eu devolvo o sorriso. Vitor mete o pau até gozar dentro do cu dele. Eu também gozo em seguida na boca de Bruno. E entre nós dois, Bruno goza enquanto levava porra no cu e na boca.

****
Dois dias depois, Vitor apareceu na minha casa. Mesmo eu tendo levado seus jogos naquele dia, eu tinha esquecido de levar o que tinha ficado em cima da Tv. Ele veio buscar.
-Não trabalhou hoje?
-Não. Estavam me devendo folga de dezembro do ano passado e eu estou tirando. E ai, como você está?
Ainda não tinha tido uma conversa cara a cara com Bruno e Vitor depois do que fizemos. Logo após o sexo, tomamos banho Juntos, jantamos e eu vim para a casa. Depois que todo o tesão tinha passado, eu fiquei completamente envergonhado do que tinha feito. Tudo o que eu queria era sair da presença deles. Não tive coragem de voltar lá, mas fiquei pensando: Para mim, tinha sido fácil simplesmente vir embora e não precisar olhar para nenhum deles. Mas para eles? Eles moravam juntos. Como não teria sido para pai e filho olharem um para outro depois daquilo? Foi por isso que assim que vi que um dos jogos de Vitor tinha ficado, liguei para ele vir buscar. Iria conversar com eles. Mas com um de casa vez. Nada dos três juntos no mesmo compartimento de novo.
-Vitor, eu queria muito falar com você.
-Diga – ele responde bem naturalmente. Eu esperava rever um garoto cheio de traumas por ter transando com o pai e o amigo, mas ele não parecia nada com isso.
-Queria pedir desculpas.
-Pelo que, cara?
-Pelo que fiz com você.
Vitor rir. Não entendo.
-Cara, você continua me tratando como um inocente. Desencana.
-Eu estou falando sério.
-Eu também. Fica tranquilo. Eu não vou enlouquecer só porque fiz um sexo a três com meu pai.
-Você não está achando isso uma tremenda confusão?
-Escuta. Vou ser sincero com você. Há duas semanas atrás eu jamais me imaginaria tendo alguma coisa com meu pai, mas depois do que houve com a gente, Bom…quando você falou comigo sobre eu sentir algo pelo meu pai, eu tipo, olhei ele diferente, sabe…Naquela mesma semana, aconteceu uma coisa…
-O que?
-Nós nos masturbamos juntos. Mas foi só isso.
-Então você sabia que seu pai topava lance com caras?
-Topava lances com caras? Do que você está falando? Meu pai é gay.
-O que?
-Você não sabia?
-Bom, é…eu só achei que…Espera, desde quando você sabe que seu pai é gay?
-Quase dois anos. Eu achei as pornografias dele. Um monte de vídeos de sexo gay. Por que você acha que minha mãe o deixou?
De repente tudo fez sentido. Aquela era a informação que faltava para eu descobrir que o tempo todo eu estava sendo feito de idiota.

Acompanhei Vitor até a escola. Ele teria aula de futsal. De lá, fui até a casa de Bruno. Ele estava em casa. Recebeu-me com um sorriso, lindo como sempre. Entro, sento-me no sofá, ele me serve um café.
-Então, pensei que sumiria de novo. – Ele diz
-Você mentiu. – Digo.
-O que?
-O tempo todo. Manipulou-me.
-Do que você está falando, Diego?
-Vamos do início, Bruno. Para o início das suas mentiras.
-Você está me deixando chateado, Diego, com todas essas acusações.
-Primeiro para o fim do seu relacionamento. Por que ele chegou ao fim?
-Sandra me deixou?
-É, eu sei. O fim do sexo. Dois anos. Bla, bla, bla.
-O que você quer dizer com tudo isso?
-Você me manipulou, Bruno. Fez eu acreditar na sua história. Sandra não abandonou você. Não era ela se masturbava de madrugada. Era você. Era você que se masturbava cheirando as cuecas de Vitor. Ele me contou como você fazia questão de pegar suas roupas sujas assim que ele chegava em casa de qualquer canto. Ele achava que você era um pai cuidadoso. Mas o que você queria era as roupas íntimas dele ainda sujas. Ele não mentiu para mim quando negou sentir algo por você. Mas você sabia disso, não é? Sabia que Vitor não sentia nada por você, por isso me usou. Me usou para plantar na cabeça dele a ideia de você. Me usou para despertar no Vitor um desejo por sexo. Assim você poderia se aproveitar disso. Uma vez despertada a curiosidade dele, você só precisaria provocá-la. E foi exatamente o que você fez na semana seguinte masturbando-se junto com ele.
Bruno apenas me encarava. Não negava. Nem tentava. Apenas me encarava. Agora a verdade estampada na sua cara.
-Você não nega.
-O que você quer que eu diga?
-Você é um doente.
-Eu? Você se aproveitou de um garoto inocente, o que? Duas, três vezes? E eu sou o doente?
-Você é pai dele.
-Hora, Diego, não me venha com falsos moralismos. Como você chegou a todas essas conclusões?
-Apenas um detalhe que faltava. Você é gay. Sempre foi. E Vitor sabia disso. Você trabalhou com Maycon. Maycon me disse como você era tranquilo e legal, mas eu deveria ter imaginado, vocês dois tiveram algo. Foi assim que você ficou sabendo de mim, e resolveu me usar. O que mais é mentira sobre tudo o que você me contou, Bruno? Sandra era realmente tão safada como você dizia, ou era você? Foi você quem arrumou os ménages para vocês?
-Ela. Ela fez isso com todas aquelas novidades. Quando trouxe aquele cara para deitar com a gente.
-Você não foi tão limitado como me disse, não é? Muita coisa aconteceu entre vocês três aquela noite?
-Mais do que eu esperava que acontecesse. Se tem alguém que é culpado pelo fim do nosso casamente é ela. Por ter ficado sentada assistindo enquanto aquele cara me fodia sem parar.
-Vitor não merece isso.
-E quem é você para decidir alguma coisa? Ele é meu filho. Você não tem moral para questionar nada, Diego. Diz que eu lhe manipulei, mas o que eu fiz? Lhe dei condições, Você aproveitou porque quis. Tudo o que você fez foi porque quis. Isso você não pode mudar.
Levanto-me.
-Você é doente.
-Adeus, Diego. Você pode ir embora. E agradeço se não voltar mais. Vitor e eu ficaremos muito bem sozinhos a partir de hoje.
Encarei-o por mais alguns segundos. Minha vontade era de socar sua cara. Mas não fiz. Fui embora. Eu sabia o que tinha de fazer e fiz exatamente o que deveria.

À noite, sentei-me com Bill na sala de nossa casa. Eu na poltrona, ele no sofá. Dividimos uma cerveja. Contei a ele tudo o que tinha acontecido.
-Que homem louco. Com o próprio filho.
-Eu tive minha parcela de culpa.
-Não pense assim, Diego. O que você poderia fazer. Vitor não era nenhum inocente. Ele sabia muito bem o que estava fazendo. Não é como se ele fosse ficar traumatizado o resto da vida, mas Bruno ter manipulado todas essas situações para poder ficar com o próprio filho? Isso foi monstruoso. O que você fez?
-Liguei para Sandra. Eu não disse a ela exatamente o que tinha acontecido, mas eu disse que conhecia muito bem Bruno e que não confiava que ela deixava Vitor morando com ele. Mesmo achando estranho o fato de nunca ter ouvido falar de mim, ela acreditou. Já desconfiava há muito tempo do marido e seus olhares tortos para Vitor.
-Ela foi buscá-lo?
-No mesmo instante.
-Ele vai morar com ela, então?
-É. Em outra cidade.
-Você falou com ele?
-Não. Liguei apenas. Não contei toda a verdade. Ele não precisa ficar sabendo que o pai é um doente. Para ele tudo aconteceu por acaso. Que ele pense assim.
-E você, como está?
-É. Bem, eu acho.
-Aceitando bem a nova vida de bissexual?
-Não. Eu não sou bissexual.
-Não?
-Não. Eu sou gay.
Bill nada diz.
-E aí, algum problema em dividir aluguel com um amigo gay?
-Não. Será legal ter um amigo gay de novo. Mas você sabe o que dizem sobre ter amigo gay, não é?
-O que? Pergunto rindo.
-É igual criar galinha. Uma hora você come.
Apenas rimos e terminamos a cerveja. Era a última, mas fomos comprar mais.
Nunca mais eu vi Bruno. Maycon comentou semanas depois que ele tinha vendido a casa e ido embora para o interior morar com os pais. Com Vitor, eu ainda mantive contato por bastante tempo. Sempre conversávamos pelas redes sociais. Ele chegou a me visitar duas ou três vezes. Mas deixou de vir depois que arrumou um namorado na nova escola onde estudava. Mas continuamos amigos.
No mais, a vida continuou tranquila. Eu comecei uma nova fase finalmente me aceitando ser quem eu realmente era sem medo do que as pessoas fossem achar. E acreditem, não há melhor maneira de viver do que sendo você mesmo.

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